Quarta-feira, Outubro 21, 2009

O Banhista

Em entrevista exclusiva (e ao vivo), concedida hoje a José Luiz Datena, José Serra revelou já ter se banhado nas águas do rio Tietê quando mais moço.

Fica a dúvida: será que, a exemplo do Cruzeiro (na final da Libertadores) e dos pilotos Felipe Massa e Rubens Barrichelo (nas disputas dos GPs de F1 em 2008 e 2009, respectivamente), eventos que contaram com a presença do político tucano, o rio Tietê também foi vítima do famoso mau agouro de José Serra?

Será que um simples mergulho de Serra nas águas do Tietê transformou o rio nesse veio sem vida, esse monstro de fezes e lama que corta São Paulo?

Eu não sei...

Abaixo, uma suposta foto do jovem Zé Serra se bronzeando à beira do Tietê.

Sábado, Julho 25, 2009

O "Paga-lanche"




É bem verdade que o faço cada vez menos, mas sempre que leio determinados textos de Reinaldo Azevedo (o então jovem militante da Convergência Socialista, em pose virilíssima na foto acima) sempre fico com a sensação de que ele carrega consigo algum grande trauma de infância.

Talvez, nos seus áureos tempos de colégio, Tio Rei (como é carinhosa e devotamente chamado por seus fiéis blog-seguidores) tenha sido um clássico paga-lanche, que são aqueles garotos que, tímidos e sensíveis, sem aptidão alguma para os esportes e sem sorte com as meninas, acabam submetidos aos abusos dos garotos mais velhos e-ou mais espertos, abusos nos quais se inclui pagar (ou ceder) o lanche, daí o termo: “paga-lanche”.

Teriam então os tristes momentos de tortura psicológica (e talvez física?) durante os recreios transformado nosso autor num adulto atribulado e rancoroso, que se esparge e se exorciza diariamente em seu blog? Será que as terríveis experiências de ser obrigado a dar todo o lanche e ainda por cima ajudar seus usurpadores com as lições de aritmética ou geografia, por exemplo, não fomentaram nele um caráter odioso, uma intolerância travestida de liberdade?

E, aos 14 anos, ainda na escola, quando enveredou pelos porões sujos do comunismo, ele o fez por pressão de seus exploradores – agora líderes estudantis – ou realmente por inquietude política, como ele costuma asseverar quando de seus discursos de direitista convertido?

Conversão, aliás, é outro aspecto assaz interessante em sua personalidade ambígua. De rebelde trotskista, nos anos 70, passou a católico praticante (é admirador apaixonado do ex-nazista que virou papa), muito embora aparente entender a Santa Sé mais como uma facção política secular do que como uma doutrina de caráter estritamente sagrado.

Será que ele ainda nutre algum ódio por seus "carrascos" do colégio? E será que esse ódio fez dele o único ser da galáxia a defender dois pontos de vista sobre um mesmo tema, que condena a invasão a uma fazenda mas apóia fervorosamente a invasão de um país? Um ser que vai buscar argumentos não se sabe onde nem com que moralismo para ora rechaçar ditaduras teocráticas no oriente ora justificar golpes militares de direita na América Central?

Teriam esses fatores transformado Tio Rei num tirano de si mesmo, num grande ditador alérgico e burlesco que acredita amar a liberdade acima de tudo? Seria ele agora um batráquio lânguido e anêmico que, rancoroso, mas insolente, e já sem esperanças de virar príncipe, se definha à sombra, maldizendo os que se amorenam ao sol?
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Eis aí indagações assaz pertinentes, sobre um caso interessantíssimo para a psicanálise, um caso que provavelmente daria brilhantes artigos nas mais renomadas revistas e deixaria Sigmund Freud extasiado.

Sexta-feira, Julho 11, 2008

Da série "legendas infelizes"

ssss

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Gritos, Bestas e Heróis

Quarta-feira, 22 de agosto de 2007, 15:10 da tarde. A Globo transmite o segundo tempo de brasil (com b minúsculo mesmo) e Argélia.Gol do brasil, o segundo – contra nenhum do “adversário”. E, de súbito, emerge Galvão Bueno, eufórico. Com sua peculiar narração, pra lá de “orgasmática”, o messias dos desesperançados berra: - Rrrrrrrrrrrrrrooooooooonaldiiinnhooo, do brásil!!!! E soa o eco “brâsil-sil-sil”.

Até aí, nada de novo. As coisas, principalmente graças à Globo, continuam em ordem, ou seja, fora de ordem.
O que me intriga é por onde andou Galvão Bueno durante o Parapan. Onde esteve o Augusto César Sandino do esporte brasileiro, com seus gritos patrióticos - inflando o ego verde-e-amarelo dos amarelos verdes de fome, morrendo à míngua, esquecidos, pelos quatro cantos do país?
Durante os Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro eu não me lembro de ter visto a participação de um atleta sequer. Ao contrário do Pan, onde a Globo mudou o horário dos programas, inclusive das novelas, para transmitir desde a (não) participação de Daiane dos Santos até à vitória de Hugo Hoyama no “emocionantíssimo” ping-pong, ou melhor, tênis de mesa.
Semana passada o Brasil (esse sim, com B maiúsculo) deu uma aula de como ser herói numa terra de anti-heróis. Além de ter que superar suas limitações físicas, os atletas venceram também o preconceito e o descaso por parte da grande imprensa e da maioria dos brasileiros que se julgam patriotas. Subiram ao pódio sem direito aos holofotes, ao assédio dos repórteres da Globo, ao eco de “brasil-sil-sil”, e conquistaram o primeiro lugar nos Jogos com 228 medalhas – sendo 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze – contra as 161 dos atletas do Pan. Pena que pouquíssimas pessoas viram essa aula.
Três dias após o enceramento do Parapan, o heróico Galvão Bueno ressurge, com seu ar redentor, para nos remir de nossa apatia, nos fazer esquecer o quanto somos incapazes de, ao menos, nos indignar com o estupro cultural e político do qual somos vítimas. O eco de “brasil-sil-sil” atinge o povo como uma seringa, lhe aplicando uma dose cavalar de alucinação.
E de novo, nada de novo. As coisas continuam em ordem, tudo fora do lugar!

Sexta-feira, Julho 27, 2007

Nós, brasileiros, e o monstro que alimentamos!


Sobre o “caos” que afeta o sistema aéreo brasileiro, e que culminou com o trágico acidente com o Airbus 320 da TAM, semana passada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a revista Veja, em sua matéria de capa, pergunta: Até quando?
Tal indagação pode nos remeter a um infindo de razoáveis respostas, embasadas em termos técnicos, sectários e até na débil indignação popular. Porém, a resposta mais simples e sincera é: até esquecermos que dezenas de pessoas perderam a vida de forma horrenda! Ou seja, muito em breve!
É isso o que nós brasileiros sabemos fazer de melhor, esquecer! Como esquecemos - para limitar-me apenas nas duas últimas décadas – dos 111 presidiários mortos à queima-roupa pela polícia, no famoso Massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo; das oito crianças mortas e das dezenas de feridas a tiros de fuzis por policiais na, mundialmente conhecida, Chacina da Candelária, em 1993, no Rio de Janeiro; dos 21 sem-terra executados pela polícia no, também famoso, Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, no Pará; do índio pataxó, Galdino de Jesus, queimado vivo por cinco jovens de classe média, em 1997, em Brasília; das oito pessoas que morreram soterradas após o edifício Palace II desabar, em 1998, no Rio de Janeiro; de Edson Néris da Silva, morto após ser espancado por um bando de skinheads na Praça da República, em São Paulo, em 2000; dos dois jovens - um deles morreu e o outro teve o braço direito amputado - forçados, também por skinheads, a pular do trem em movimento, em 2003, em Mogi Das Cruzes; de cada vítima do acidente com o Boeing da Gol, ano passado; do pequeno João Hélio, de apenas 6 anos de idade, arrastado até à morte pelas ruas do Rio, em fevereiro desse ano e das milhares de vítimas que desconheço ou, como bom brasileiro que sou, já esqueci!
O sangue dos presos do Carandiru, das crianças exterminadas na Candelária e dos sem-terra de Eldorado dos Carajás, escorreu em nossa memória ladeira abaixo. O desespero - momentos antes da morte - do índio Galdino, das pessoas soterradas no Palace II e das vítimas dos skinheads não cabe em nosso supostamente plácido dia-a-dia.
Assim como os restos mortais dos passageiros do vôo 1907 da Gol e do menino João Hélio foram atirados no abismo do esquecimento, os dos passageiros do Airbus 320 da TAM estão fadados ao mesmo fim. E por mais que a mídia, hipócrita, insufle a revolta na população e incite-a a sair às ruas para protestar e pedir por justiça, a única certeza que tenho é a de que meu país, meu povo, continuará afundando na inércia. A justiça nunca será feita. E os mortos, assim como milhões de ainda vivos, continuarão caindo no ostracismo. Pois nós estamos cada vez mais voltando nossos olhos para os próprios umbigos. Somos como uma grande colméia produzindo nada além de egoísmo!
Vários setores da sociedade caíram metendo o pau no assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e em seu auxiliar, Bruno Gaspar, depois da mídia veicular, às turras, imagens dos dois fazendo gestos ditos obscenos, num ato de insensibilidade para com as famílias das vítimas do acidente em Congonhas. Isso, porém, nada mais é que um reflexo, em pequena escala, do mal que afeta o Brasil inteiro.
Querem indiferença maior que essa? Enquanto os pais enterravam o corpinho disforme de João Hélio, pessoas que dias antes pareciam estarrecidas diante de tamanha brutalidade faziam os últimos ajustes para, pelas mesmas ruas por onde o garoto foi arrastado, brincar o carnaval!
É graças a mim e a você, egoístas e covardes que somos, que tragédias e mais tragédias continuarão desabando sobre nossa gente, matando aqueles que deveriam ser, se não defendidos, ao menos chorados e reclamados como irmãos!
Precisamos, urgentemente - nem que seja por egoísmo, para que os males não caiam sobre nós mesmos e destrua nossas próprias vidas ao invés das dos outros -, rever nossos conceitos de cidadão consciente.
O mundo, assim como nosso país, está marchando à destruição! Concluo esse extenso texto com uma simples e curta pergunta:
O que você fez hoje para, ao menos, retardar tão lúgubre processo?

Quarta-feira, Julho 11, 2007

Christus est Lux... Lucet Omnibus!

Chamem-me de herege. Acusem-me de blasfêmia. Condenem-me à fogueira, queimem-me vivo...

O cara, a essa altura do campeonato, vir dizer que a única igreja verdadeira é a igreja católica (assim mesmo, com letra minúscula)?!
Ratzinger, faça-me rir!
Uma igreja que tem deixado ao longo de sua existência um rastro de sangue, luxúria, devassidão e bazófia. Que mata seus desafetos e depois os torna santos. Ostenta riquezas – usurpadas através das santas indulgências – enquanto seus fiéis padecem na miséria. Condena o homossexualismo mas passa a mão na cabeça de seus padres pedófilos...
Os católicos que me perdoem, mas se existe uma igreja que não pode ser considerada verdadeira, muito menos pura e santa é a igreja católica apostólica romana.
Cristo não teve ligação alguma com Roma, exceto na hora de ser executado sob ordem de Pôncio Pilatos, nomeado por Roma governador da Judéia. Ou seja, Roma, depois de ter açoitado e humilhado, assassinou brutalmente Jesus Cristo, o homem sobre quem, 2 mil anos depois, um alemãozinho de merda, que tem a alma mais sórdida que os lençóis de um puteiro de beira de estrada e que se assentou no mais alto posto da hierarquia católica se julgando o enviado de Deus à Terra, diz ter a primazia, a exclusividade.
A igreja católica deveria ter posto em prática uma de suas mais perfeitas habilidades, que ela já usou tantas vezes e com tamanha precisão. Deveria ter feito com Martinho Lutero o que fez com Jonh Huss, Jerônimo de Praga e Savanarola. Deveria tê-lo executado. Assim não haveria nada de Protestantismo no mundo e ela, a igreja que se julga santa, manteria sua hegemonia e sua primazia imposta. Mas hoje, 500 anos depois?! No mundo há meio bilhão de protestantes, outros tantos milhões de ortodoxos e um infindo de igrejas fundamentadas no cristianismo... Não seria tarde demais pra se lutar pela supremacia religiosa? A não ser que haja alguma intenção desesperada de outra hecatombe como o famoso Massacre da noite de São Bartolomeu, onde 100 mil pessoas foram assassinadas a sangue frio por terem opinião contrária à da "santa sé". Um tal Gregório XIII celebrou a carnificina com missas e badaladas de sinos, e até um mural foi pintado para relembrar a tragédia. Gregório XIII, pra quem não sabe, era o Papa na época. Ocupou a mesma cadeira onde hoje senta-se Joseph Ratzinger e, como esse último, também era visto como o porta-voz do Todo-Poderoso, o homem mais santo sobre à Terra, aquele que tinha herdado os atributos de São Pedro. Pedro era um homem humilde e - ao contrário desses porcos que vivem enclausurados em grandes templos, envoltos em prata, ouro e diamantes, sendo venerados por um bando de puxa-sacos 24 horas por dia - vivia em meio aos leprosos, aos mendigos e as prostitutas pregando o Evangelho, o verdadeiro Evangelho de Cristo. Ele, a quem a igreja católica apostólica romana tem a vileza de chamar de “o 1º Papa”, foi perseguido e morto pelos próprios romanos.
Como podemos ver, o que a igreja católica saber fazer de melhor é matar. Os primeiros cristãos atirados aos leões nas grandes arenas romanas, os judeus da Lisboa de 1506 e os protestantes franceses de 1572 que o digam!!

Peço ao velho Ratzinger que cale a boca e pegue esse documento no qual ele afirma ser a igreja católica apostólica romana a única igreja verdadeira e enfie no... Bem, ele sabe onde!!

É isso!

...e como diria Lutero, que Deus me ajude!

Quinta-feira, Julho 05, 2007

CAMINHO DE RATOS


O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), 70, renunciou ontem, dia 4, ao mandato parlamentar para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.
Roriz foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que o mostraram negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Tarcísio Franklin de Moura.
Com a renúncia, Roriz deixa a vaga para o suplente, o ex-deputado distrital Gim Argello, que também, suspeita-se, deve renunciar para, a exemplo de Roriz, escapar de um processo por quebra de decoro. Argello é acusado de causar um prejuízo de R$ 1,7 milhão à
Câmara Legislativa do Distrito Federal, além de responder a denúncias de que teria recebido propina.
Em 2002 foi divulgado um vídeo em que um deputado distrital diz a outro que Argello recebeu 300 lotes em troca de apoio à aprovação de lei que regularizava o condomínio Alto da Boa Vista, em Brasília.
Outra pendência jurídica que o suplente enfrenta é um inquérito no TRF sob a suspeita de crime contra o sistema financeiro nacional.
Na Justiça Eleitoral, Argello foi condenado em 2003 por propaganda eleitoral irregular.




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Agora me digam, nós, humildes cidadãos, fazemos o quê?! Assistimos a tudo, calados? A situação é tão crítica que o porco já sai deixando a vaga pra outro. Eu deveria pensar em respeitar o ex-senador Joaquim Roriz por dois motivos, primeiro por ele se chamar Joaquim, como meu avô, e segundo por ele já ser um ancião de 70 anos, mas eu não farei isso.
Esse velho não passa de uma crápula, uma ratazana que ajuda a carcomer e destruir os sonhos e a esperança de milhões de brasileiros honestos.
Renunciar por quê? Há um velho ditado que diz que "quem não deve, não teme".
Essa manobra política, de renunciar pra salvar o mandato, é comumente usada por parlamentares obviamente corruptos, como o deputado federal Valdemar Costa Neto, acusado de envolvimento com o “mensalão”.
Valdemar renunciou, se candidatou, foi reeleito e continua no poder. É exatamente o que Roriz fez e, provavelmente seu suplente também fará. Com seus direitos políticos salvos continuará mamando nas tetas do Governo.

Para esses bandidos, uma surra não seria nada mal. Ou quem sabe um enfarte fulminante? Só assim ninguém precisava sujar as mãos com seres tão vis. Além do mais, não faria falta uns canalhas a menos no mundo. Aqui no Brasil temos em estoque.